Crônica da Casa Assassinada é mais uma das peças em cartaz na Campanha de Popularização

36ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança de Belo Horizonte

22.01.2010

Espetáculo tem como base livro da década de 70 que crítica a instituição da tradicional família mineira.

Crônica da Casa Assassinada, em cartaz até 31/01 no Palácio das Artes

O Grupo Faos apresenta, dentro da 36ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança de Belo Horizonte, até o dia 31 de janeiro, a peça Crônica da Casa Assassinada, inspirada em obra homônima do escritor mineiro Lúcio Cardoso.

O livro, publicado em 1973, é considerado um protesto do seu autor contra a tradicional família mineira e toda a concepção cultural construída em torno de como se deve levar uma vida nas cidades do interior do estado.

A personagem principal da história é Nina, uma jovem do Rio de Janeiro que, recém-casada, vai para a chácara dos Meneses, fazenda do marido Valdo, viver com ele. Logo na primeira refeição com a família, ela descobre a difícil situação econômica em que esta se encontra. O marido a havia iludido com sonhos de riqueza. O irmão de Valdo, Demétrio, por alguma desforra de briga familiar ou simplesmente por inveja, faz questão de revelar a verdadeira situação, nua e crua, a ela.

A vida monótona na chácara Meneses vai deixando Nina entediada, já que ela está pouco acostumada a essa vida do campo. Ela não se dá bem com o cunhado, tão pouco com sua esposa, Ana. O único com o qual se relaciona é Timóteo, outro cunhado seu, que não sai do quarto a não ser quando está maquiado e usando as jóias da família. Alberto, o jardineiro, também é outro membro da aristocrata família em ruínas e pivô de uma disputa entre a protagonista e sua concunhada.

Detalhes

Crônica da Casa Assassinada
36ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança de Belo Horizonte
Até 31 de janeiro
Palácio das Artes
Avenida Afonso Pena 1.537, Centro
Informações: (31) 3236-7400

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