

A cantora mineira Érika Machado lança nesta quarta-feira, dia 11, às 21 horas, no Teatro Alterosa, o seu segundo disco Bem Me Quer, Mal Me Quer.
Com sonoridade mais madura e letras retiradas do cotidiano da cantora, o álbum se destaca pela experimentação que faz da sonoridade de diversos instrumentos musicais e pelas suaves batidas eletrônicas, que tornam as faixas dançantes e divertidas. De uma certa maneira, o som acaba por refletir a personalidade da própria Érika.
Predomina o uso do violão na maior parte das faixas e do que podemos chamar de "barulhinhos peculiares", que abrangem desde chip tunes (pedaços de trilhas sonoras de vídeo-game) até sinos e um pouco de celesta, peculiar instrumento feito de teclas de aço. Essa mistura deixou o CD leve e tudo indica um amadurecimento musical desse novo trabalho com relação a No Cimento, seu primeiro trabalho.
O Mondo BHZ conversou com ela a respeito do novo CD. Confira:
1. Érika, percebo no seu novo CD duas tendências. A primeira é o romance, como uma das linhas temáticas das letras das músicas, especialmente nas faixas Dependente, Bem Me Quer, Mal Me Quer, Plutônio Enriquecido e Rosa. Isso justifica, inclusive, o título do álbum. A outra é a de observadora do cotidiano, aquela que vê o Tiozão de Bar e a Solitária Secretária e os descreve em seus ambientes. Foi intencional a ideia de mesclar essas duas temáticas num álbum só?
Minha música é feita do meu cotidiano, minhas letras bem que poderiam fazer parte do meu diário, se eu tivesse um. No processo de composição deste disco terminei um namoro longo, e isto apareceu em algumas canções. que as músicas mostram meu ponto de vista, falam do lugar e do tempo que eu ocupo, das coisas que eu posso viver e observar. Acho que essas músicas são relatos do meu cotidiano, todo causo que acho que poderia me surpreender faço virar canção.
2. O álbum é perpassado pela experimentação de diversos instrumentos musicais e por batidas eletrônicas. Predomina o violão em boa parte das faixas sendo "Menino Perfeito" a mais "pesada". Essa combinação torna o CD mais leve, dançante, divertido. Você considera que isso é resultado de uma evolução sua com relação a No Cimento, musicalmente falando?
Sim, acho que pra compor as músicas para este disco eu tinha bem mais experiência, porque quando eu gravei o No Cimento era uma transição (meu trabalho que era mostrado em galerias passou a ser mostrado nos palcos) tudo era novidade para mim, agora em Bem Me Quer Mal Me Quer eu já sei qual é o clima das músicas que eu mais gosto de fazer em cima do palco, sinto que tenho um pouco mais de experiência.
3. Como produtor, de que forma o John te ajudou a dar corpo às faixas desse novo trabalho?
O John é o cara mais criativo que eu já conhecí, ele potencializa muito as idéias da gente, não sei mais como viver sem a produção dele.
4. Esse trabalho foi realizado a partir de patrocínio da Petrobras e do Governo Federal. Como foi o processo para conseguir esse incentivo? Você acredita que o artista independente está bem amparado nas atuais leis de incentivo à cultura?
Eu fiquei sabendo que estava aberto o edital de patrocínios da Petrobras, colei na cadeira dois dias inteiros e me inscrevi, fui selecionada em meio a mais de duas mil pessoas! Na verdade meu trabalho musical só existe porque existem as Leis de Incentivo a Cultura, já que o meu primeiro CD foi via lei estadual e minha turnê de lançamento do primeiro CD também foi via lei estadual e patrocínio da Natura. Nunca teria gravado um CD se não fossem por estes meios. Obrigada Petrobras por fazer a minha vida mais feliz!
Bem Me Quer, Mal Me Quer
Lançamento do segundo CD de Érika Machado
Hoje, 11 de novembro, 21 horas
Teatro Alterosa
Av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta
Informações: (31) 3237-6611