

A húngara naturalizada suíça Ágota Kristof é uma escritora praticamente desconhecida no Brasil. Suas obras mais conhecidas são romances, mas ela também teve produção pequena em poesia e teatro no início de sua carreira. Um desses textos teatrais é John e Joe, agora traduzido por Joaquim Elias e Aryanne Perrottet pela primeira vez para o português e encenado pelo Grupo Trama de Teatro nos palcos de BH.
O espetáculo discute o poder do dinheiro e suas implicações na vida das pessoas. A opção por encená-lo veio da ideia do Trama de convidar o público a refletir sobre o real valor do capital, questionando como o capitalismo inevitavelmente molda o ser humano.
John e Joe, frequentadores do bar Aqui Jazz, recorrem a golpes para garantir sua rotina, em meio a goles de conhaque. Tudo vai bem. Até que um acontecimento inesperado vem abalar a amizade dos dois rapazes.
Simplicidade e profundidade marcam a encenação, de acordo com o que o texto corrosivo de Kristof sugere.
No próximo fim-de-semana, a apresentação acontece no Espaço Artístico Cultural Cor(tição), no bairro São João Batista.
A maioria das sessões é gratuita, mas o Trama adotou o sistema de dízimo cultural: o espectador que quiser pode destinar contribuição de qualquer valor ao grupo.
John e Joe
Grupo Trama de Teatro
Dias 19 e 20 no Espaço Artístico Cultural Cor(tição)
Rua João Gualberto Abreu, 170, São João Batista
Informações: (31) 2515-1580
Entrada franca