
Olá, leitores do MondoBHZ
Antes de mais nada, deixem que eu me apresente. Meu nome é Adrina, sou capixaba residindo em BH há 3 anos. Não sou jornalista, nem especialista: sou apenas uma apaixonada que, acompanhada do meu “Príncipe Consorte”, me aventuro a procurar boa comida, bebidas geladas e atendimento amigável em Belo Horizonte.
Hoje, na “estreia”, eu quero dividir com vocês duas das minhas experiências de atendimento em bares de Belo Horizonte, ambos famosos, cada um a seu estilo, ocorridas há coisa de 1 mês.
Cena 1:
Noite de meio de semana, calor, vontade de tomar cerveja e comer algo diferente da rotina de casa. Fomos a pé ao Bar do Antônio, vulgo “Pé-de-cana”, no Sion, para uma saída rápida, aquele espanta-stress de uma quarta-feira. Bar com uma ou duas mesas vazias no interior e uma desocupada na calçada. Aproximamo-nos e percebemos que 3 moças já estavam à espera. Ao se acomodar, uma delas se dirige a nós e propõe dividirmos o espaço, já que tinham 2 mesas e 6 cadeiras à disposição, no que concordamos. Já íamos separando as duas quando surge um garçom e nos aborda:
- Vocês não podem sentar aqui, tem lista de espera.
- Eles estão com a gente - mente uma das moças.
- Não vi mais ninguém esperando, onde está a lista? – argumenta o “príncipe”.
- Não podem sentar, tem lista de espera – o garçom fecha a cara, vira as costas e sai.
Saímos também e fomos procurar outro bar, nós com cara de cachorro caído da mudança, as 3 moças com cara de que não entenderam nada.
Cena 2:
Sábado, calor inacreditável. Quase 9 da noite, eu duvidando seriamente se encontraríamos uma mesa para 6 pessoas no Devassa, na Savassi. Desço na porta para o “Príncipe” estacionar e entro na esperança da tão sonhada mesa. Sou abordada por um garçom sorridente, que me diz que a casa está cheia mas que ia ver o que poderia nos arranjar em termos de espaço. Prontamente chamou outro garçom, conversou e em 45 segundos nos arrumou uma ótima mesa, na varanda, com 6 lugares. A ÚLTIMA mesa da área externa. Sentei-me, o cardápio chegou antes mesmo de o meu acompanhante terminar a odisséia de estacionar. Alguns chopes depois (repostos antes de o anterior terminar, mas sem desperdício), chegam os 4 amigos restantes. Repito: casa lotada e em momento algum ficamos de copo vazio ou enfrentamos mau humor. Atendimento simpático, cordial, com explicações e indicações sobre os pratos do cardápio.
Confesso que chegamos ao Devassa já esperando o tão falado mau atendimento da casa, mas eu realmente acho que essa história não tem fundamento. Voltei outras vezes, inclusive para o almoço executivo, e em todas fui bem atendida. De outro lado, ficamos assustados com o não atendimento do Bar do Antônio; se num dia de semana vazio a gente foi tratado assim, imagino em dia de lotação máxima, como num sábado.
Infelizmente, algumas casas em Belo Horizonte, não sei se por fama ou incompetência, se esquecem que vivem dos clientes que retornam e dos novos que acabam de chegar, e julgam nos estar prestando um favor ao nos atender. De outro lado, existem locais que vencem erros e preconceitos, se ajustam e nos deixam com apetite pelo retorno.
Independente de fama, faixa de preço, localização, a essência de um bar é proporcionar contentamento, seja sozinho ou em grupo, seja para barulho ou reflexão solitária. De minha parte, tenho o direito de ser bem atendida, de não ficar vários minutos implorando pelo serviço ou mesmo para não ser escorraçada de um bar, como aconteceu.
Bares de Belo Horizonte, repensem sua forma de atendimento!

Adrina Poubel é capixaba radicada em BH. Adoracultura pop, arte clássica, música e gastronomia. Fale com ela em adrinapoubel@gmail.com ou siga-a no Twitter.
A Mondo BHZ é uma revista de crítica cultural direcionada ao público de Belo Horizonte. Aqui, voce encontra:
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