
Casar. Para alguns é o início do sonho. Para outros é o game over. E há ainda aqueles que aproveitam a ocasião para festejar de todas as formas possíveis. Nessa última categoria podem ser enquadrados os quatro fanfarrões que protagonizam o filme Se beber, não case, que estreou nos cinemas de BH na última sexta-feira.
Sob direção de Todd Phillips, também responsável pelo hilário Dias Incríveis (2003), o filme conta a história da despedida de solteiro de Doug, que vai para Las Vegas com três amigos comemorar os últimos dias antes do casamento. As coisas fogem do controle quando, no dia seguinte a uma noitada, Alan, Phil e Stu não se lembram de nada do que aconteceu e, ainda por cima, não conseguem encontrar o noivo em lugar algum.
Aos poucos, os rapazes refazem os passos da noite anterior e assim descobrem as confusões quase impossíveis nas quais se meteram. Uma aventura de dar inveja ao jornalista Raoul Duke e seu advogado Dr. Gonzo – personagens de Medo e delírio em Las Vegas (1998), filme estrelado por Johny Deep, no qual são relatadas experiências alucinógenas na cidade do pecado. Aparentemente, a maior cidade do estado de Nevada é o principal destino de quem quer perder a cabeça, por razões matrimoniais, ou não. O enredo de Medo e Delírio vem do livro de mesmo título, escrito por Hunter S. Thompson, jornalista conhecido por suas estripulias regadas a drogas.
O que acontece em Vegas, fica em Vegas, costumam dizer os americanos. Porém, outro costume que os Yankees parecem praticar com freqüência é o casamento espontâneo sob influência alcoólica. Após consumir inúmeros drinks e ganhar algumas fichas no cassino, é comum parear-se com a pessoa mais próxima e correr para o altar, para receber a benção de um celebrante geralmente vestido de Elvis Presley. Em Se beber, não case, isso não poderia deixar de acontecer, mas para a sorte da noiva de Doug, que o esperava para uma cerimônia em família, quem se casa com uma prostituta stripper é o recatado amigo Stu. O casamento em Vegas parece ser uma boa idéia momentânea para alguns, e a doidinha Britney Spears poderia concordar com isso, mas é algo difícil de se esquecer no fim da viagem.
Outros desafios a serem desvendados pelos personagens são a procedência de um tigre, um bebê e um carro de polícia que são encontrados sob custodia dos baladeiros na manhã de ressaca. Não há mau-humor que sobreviva às consecutivas trapalhadas praticamente inexplicáveis dos rapazes. Uma comédia moderna que não deixa muito espaço entre uma gargalhada e outra.

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