
O Museu de Arte da Pampulha recebe, até 31/12, a exposição Paisagens Deslocadas, da artista plástica paulista, radicada em Minas, Elisa Campos. Nesta mostra, o público é convidado a caminhar pelo espaço descobrindo locais até então restritos à visitação.
Instalações fotográficas, vídeo e projeções vão exigir do observador seu próprio deslocamento dentro de um percurso de exploração, físico e de percepção. A intenção é ativar espaços do Museu de Arte da Pampulha normalmente não acessíveis à visitação e circulação a partir de intervenções pontuais marcadas por um jogo de trocas de imagens e paisagens. O projeto leva o público a um trajeto pelos bastidores da instituição, estimulando uma experiência diferenciada de observação sobre o edifício, sobre seu entorno e sobre a própria cidade.
A ideia surge como conclusão do Doutorado na Escola de Belas Artes da UFMG, tendo também uma contrapartida histórica, pois entre 1997 a 2000, a artista teve a trajetória marcada pelo trabalho realizado no MAP. Na ocasião, coordenou o Departamento de Artes Plásticas do MAP, organizando exposições nacionais e internacionais. Também teve atuação fundamental em projetos de mediação na instituição.
Além de artista, Elisa Campos é professora de Artes Gráficas na Escola de Belas Artes da UFMG. Desde 1991, tem apresentado seus trabalhos em exposições em várias cidades do Brasil.
Participou ainda de coletivas em Belo Horizonte com destaque para a exposição GRAMMA, na Galeria da Escola de Belas Artes (2009); PLASTICIDADE, na Galeria de Arte da CEMIG (2004) e UM SÉCULO DE ARTE EM BELO HORIZONTE. PROSPECÇÕES: Anos 80 e 90, no Palácio das Artes (1997). Apresentou obras na exposição ESPELHOS E SOMBRAS, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio (1995) e no Museu de Arte Moderna, em São Paulo (1994); na Itaú Galeria (em Brasília e São Paulo) participou da exposição OBJETO ABJETO (1994) e no MAC – Ibirapuera, da exposição 3 DIMENSÕES DA OBJETIVIDADE (1991).
Paisagens Deslocadas
Por Elisa Campos
No Museu de Arte da Pampulha
Até 31/12

Em Belo Horizonte, curte bares discretos, livrarias e feriados prolongados e vazios. É Jornalista, amante de literatura, música e tecnologia. Também é editor da Revista Opperaa. Siga-o no Twitter ou no Facebook.
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