
A partir da próxima terça-feira, 30 de novembro, começa o 12º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, com programação que inclui 157 filmes, divididos em 32 programas e 84 sessões.
O evento é hoje um dos mais importantes espaços voltados para o estímulo à criação, discussão, exibição e circulação das produções de curtas metragens no País. Serão apresentados o que há de mais recente na produção de realizadores mineiros, do Brasil e do mundo, além de premiar filmes escolhidos pelo voto dos júris oficiais e popular. A programação retrata um rico panorama de trabalhos, marcado pela diversidade de gêneros e, principalmente, pela qualidade das obras.
Na sessão de abertura, serão exibidos a partir das 21 horas os curtas O Inquilino, de Cao Guimarães e Rivane Neuenschwander; All Flowers In Time, de Jonathan Caouette; e A History of Mutual Respect, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes. Os três foram lançados neste ano. São, respectivamente, uma produção brasileira, norte-americana e portuguesa.
No primeiro, a trajetória de uma bolha de sabão que examina as salas vazias de uma casa em reforma. Em suspensão permanente, sem nunca estourar, a bolha flutua de uma sala para outra, investigando os cantos vazios e paredes destruídas. A trilha sonora, composta pelo duo O Grivo, traz sons de caza vazia, presença humana e sintetizadores, imprimindo um aspecto psicológico à narrativa.
Já na segunda produção, um cowboy francês e um velho desdentado infectam jovens crianças com um sinal maligno, no formato de uma figura que remete a um show de TV. Os garotos passam a acreditar que podem se transformar em outras pessoas ou em monstros, o que os diverte muito. Por fim, A History of Mutual Respect, vencedor do prêmio de melhor curta internacional do 63º Festival de Locarno, conta a história de dois rapazes que partem rumo a uma viagem filosófica, e apenas um deles está preparado, o que resulta na separação dos dois.
O Festival de 2010 apresenta para o público importantes diferenciais, como a oferta de dois cursos gratuitos - de Crítica Cinematográfica e de Introdução ao Cinema Experimental; a retomada das mostras competitivas; a inclusão de mais um espaço de exibição de filmes e a realização de sessões às 13h. O objetivo é abrir espaço para que as pessoas que muitas vezes não conseguem assistir às exibições do final do dia- e que estão no centro da cidade no horário de almoço - também possam conhecer as mais atuais produções do cenário audiovisual.
Além das mostras competitivas internacional e nacional, o festival conta ainda com uma curadoria especial - a Mostra Subversivos - Cinema de Exceção, que vem complementar a programação de curtas contemporâneos com filmes de diversos países e momentos históricos, com ênfase na década de 60. A maioria destas obras será apresentada em seu formato original, em 16mm, e será dividida em cinco programas especiais: Movimentos de Mundo, Infanto-juvenil, Animações, Mostra Minas e Especial Brasil.
As atividades acontecerão no Cine Humberto Mauro e Sala Juvenal Dias, no Palácio das Artes, além do espaço CentoeQuatro. As exibições do festival tem entrada gratuita e os ingressos são distribuídos 15 minutos antes, nas bilheterias de cada local.
12° Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte
De 30 de novembro a 7 de dezembro
Cine Humberto Mauro e Sala Juvenal Dias (Palácio das Artes) e Espaço CentoeQuatro
Informações: (31) 3236-7400

Priscila Armani é jornalista e apaixonada por cultura. Ela escreve sobre cinema, artes plásticas e teatro. Fez o curso de Linguagem e Crítica Cinematográfica com Pablo Villaça, criador do Cinema em Cena. Contacte-a pelo seu email priscila.armani@mondobhz.com.br ou siga-a no Twitter.
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