
Até o dia 23 de agosto, o público de BH terá a oportunidade de conferir a primeira edição do Festival de Performance de Belo Horizonte.
Para quem acredita que perfomance seja uma coisa de outro mundo ou não entende absolutamente nada sobre o assunto, o evento, de entrada franca, é uma boa oportunidade de aprender um pouco mais a respeito. Já para os atores e apreciadores da arte da performance, a programação diversificada é um prato cheio. De acordo com a coordenadora do evento Denise Pedron, acontecerão oficinas, apresentação de artistas convidados, mostras de performances, além de debate sobre a questão que norteia o Festival: o que é Performance Arte? "Como a performance é uma arte aberta, de experimentação e múltiplas linguagens, mais do que responder à questão interessa para o Festival ampliar as possibilidades de se ver, fazer e pensar a performance hoje", conta.
A programação se divide em torno de três eixos temáticos: imagem, som e palavra. Segundo Denise, esses eixos foram escolhidos para que se contemplasse no Festival um diálogo da performance com essas linguagens. Segundo a coordenadora, os artistas que foram convidados a participar possuem seu foco principal de trabalho nessas áreas. "Convidamos Ricky Seabra (EUA/Brasil) para ministrar uma Oficina de Performance e Imagem; Luca Forcucci (Itália/Suiça) para Performance e Som; e Lúcio Agra (São Paulo) para Performance e Palavra. A idéia do Festival em promover as oficinas nesses três eixos é alimentar os artistas locais que queiram se iniciar ou aprofundar trabalhos desenvolvidos na linguagem da performance".
Além do Galpão Cine Horto, outros espaços para as apresentações das perfomances foram escolhidos como o Teatro Marília, o Bar e Restaurante Recanto do Horto e o Frigorífico Moreira. De acordo com Denise, a escolha dos locais foi feita de acordo com a demanda dos trabalhos selecionados e convidados para o Festival. "O apoio do Galpão Cine Horto, que acolheu o Festival, foi fundamental para trabalharmos a idéia de ocupação de espaço. Assim, nos dias 21 e 22 de agosto, sexta e sábado, de 19 às 23h, acontecem performances em todo o espaço do Galpão, na rua, na entrada, no corredor, nos banheiros, no teatro. O público verá uma diversidade de trabalhos, que contemplam uma pluralidade característica da performance".
Para quem não sabe, a performance é uma arte que se iniciou na década de 60, com o grupo Fluxus e, muito especialmente, através das obras de Joseph Beuys.
Numa de suas performances, Beuys passou horas sozinho na Galeria Schmela, em Düsseldorf, na Alemanha, com o rosto coberto de mel e folhas de ouro, carregando nos braços uma lebre morta, a quem comentava detalhes sobre as obras expostas.
1º Festival de Performance de Belo Horizonte
Até o dia 23 de agosto
Programação no site oficial do evento
Informações: Galpão Cine-Horto (Av. Pitangui, 3.613, Bairro Horto. Tel: (31) 3481 5580)

Priscila Armani é jornalista e apaixonada por cultura. Ela escreve sobre cinema, artes plásticas e teatro. Fez o curso de Linguagem e Crítica Cinematográfica com Pablo Villaça, criador do Cinema em Cena. Contacte-a pelo seu email priscila.armani@mondobhz.com.br ou siga-a no Twitter.
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