O Teatro Kleber Junqueira recebe até o dia 30 de maio a peça Bent, que foi escrita pelo dramaturgo norte-americano Martin Sherman em 1979 e agora recebe adaptação mineira protagonizada e dirigida pelo próprio Junqueira.
O texto é um marco da literatura dramática sobre a questão dos direitos dos homossexuais. Quando estreou, tornou-se a primeira obra a levar para a Broadway a perseguição dos nazistas aos gays na Alemanha.
A ação se passa em 1934 e conta a história de Maximiliam Berber, homossexual que não acredita em relacionamentos e compromissos sérios. Habitando o meio artístico de uma Berlim marginalizada, ele vive na efervescência cultural de uma Alemanha pré-nazismo, corrupta e corroída pela inflação, onde tentava se estabelecer alheio às transformações políticas do país. Preso pela Gestapo, nega sua homossexualidade. Só consegue descobrir o amor e o sentido para sua vida quando é levado a um campo de concentração.
A montagem tem uma mão mais pesada no drama, mesmo com o esforço do diretor-intérprete para fazer humor, o que diminui o impacto de seu final. Ainda assim, o espectador se surpreende emocionado, especialmente a partir do momento em que começa o jogo entre o protagonista e o personagem Horst (Vinícius di Castro). À medida em que o sentimento vai vindo à tona, é impossível pro público ficar indiferente.
Bent
Até 30 de maio
Teatro Kleber Junqueira
Rua Platina, 1.827, Calafate
Informações: (31) 3332-5667

Priscila Armani é jornalista e apaixonada por cultura. Ela escreve sobre cinema, artes plásticas e teatro. Fez o curso de Linguagem e Crítica Cinematográfica com Pablo Villaça, criador do Cinema em Cena. Contacte-a pelo seu email priscila.armani@mondobhz.com.br ou siga-a no Twitter.
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