
A Partida, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2009, explora nossas opiniões pré-concebidas e surpreende, mostrando uma bela história de superação.
O filme é a saga de Daigo Kobayashi (Masashiro Motoki), que possuía prestígio como violoncelista de uma orquestra, mas perde tudo quando ela é dissolvida. Sofrendo com o desemprego, ele vende o instrumento e volta à cidade natal com sua mulher Mika (Ryoko Hirosue).
O rapaz responde a um anúncio intitulado “Partidas”, pensando tratar-se de um posto numa agência de viagens. Na verdade, uma agência funerária procura por um nokanshi, um 'mestre' em lavar e vestir cadáveres.
O violoncelista encara o desafio e passa a rever os próprios conceitos sobre a vida e a morte. Algumas cenas são de uma sutileza encantadora, comoventes, mas sem perder uma pequena dose de humor.
A trilha sonora é um personagem à parte do filme, composta somente de grandes instrumentais com, claro, muito violoncelo. A obra também tem sua origem em outro campo, tendo sido adaptada da auto-biografia de AokiShinmon, Coffinman: The Journal of a Buddhist Mortician.

Priscila Armani é jornalista e apaixonada por cultura. Ela escreve sobre cinema, artes plásticas e teatro. Fez o curso de Linguagem e Crítica Cinematográfica com Pablo Villaça, criador do Cinema em Cena. Contacte-a pelo seu email priscila.armani@mondobhz.com.br ou siga-a no Twitter.
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