
Durante quatro quartas-feiras do mês de Abril, a sala Humberto Mauro recebe programação de realizações inovadoras do campo audiovisual – nacional e internacional – dentro da Mostravídeo Itaú Cultural.
Repetindo a fórmula de abril, o programa se estende até novembro, tendo o cineasta e professor André Costa e o pesquisador de cinema João Dumans na curadoria da mostra. Há ainda discussões sobre a “experiência do cinema”, marcada hoje pela convergência de diferentes meios técnicos e estratégias estéticas.
Para o mês de Abril a temática da Mostravídeo Itaú Cultural gira em torno de Narrativas À Deriva. Nas películas, personagens são colocados como figuras deslocadas juntamente com a forma de filmar.
Uma História do Vento (07/04) - dirigido conjuntamente por Joris Ivens (documentarista Holandês) e por sua mulher, Marceline Loridan constrói-se como uma narrativa lúdica a partir de uma multiplicidade de registros fílmicos – imagens de arquivo, animações, registros documentais, encenações em estúdios, situações ficcionais – que acabam por constituir, na verdade, um auto-retrato do próprio cineasta. Em 1965, Ivens havia partido ao sul da França numa primeira jornada para filmar o vento, da qual resultou o filme “Pour le Mistral”. Ao lado de “La Seine reencontre Paris” (1957) e “Valparaíso…”(1963), o filme compõem um dos momentos mais livres e poéticos da trajetória do cineasta.
Chain (14/08) - Realizado pelo diretor americano Jem Cohen, o filme se articula no limite entre os aspectos de documentário e ficção. Aqui, supermercados, hotéis e centros corporativos ao redor do mundo se aglutinam numa espécie de paisagem contemporânea total, que conforma as vidas de duas mulheres. A primeira viaja a serviço de uma corporação pesquisando parques temáticos internacionais. E a segunda é uma jovem que vaga a esmo pelas ruas, trabalhando ilegalmente nos arredores de um centro comercial.
The Right Way, The Point of Least Resistance e Volcano Saga (28/04). A dupla de realizadores suecos Peter Fischli e David Weiss são mais conhecidos como artistas plásticos do que cineastas. Nos dois primeiros filmes da mostra, exploram as estranhas figuras de dois protagonistas, um urso e um rato em duas situações opostas, a de um vagar por um mundo repleto de elementos naturais, e a busca pelo enriquecimento fácil num contexto de galerias de arte. Na última exibição, Volcano Saga, a dupla resgata uma fábula islandesa sobre sonhos e um mundo onírico.
Mostravídeo Itaú Cultural
Cinema Humberto Mauro em 07, 14 e 28/04
Mais informações pelo site da Fundação Clóvis Salgado

Em Belo Horizonte, curte bares discretos, livrarias e feriados prolongados e vazios. É Jornalista, amante de literatura, música e tecnologia. Também é editor da Revista Opperaa. Siga-o no Twitter ou no Facebook.
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