
O Pagador de Promessas: até hoje, único filme brasileiro vencedor da Palma de Ouro em Cannes, além do prêmio especial do júri. Vale-se ressaltar aqui que entre os concorrentes, encontravam-se obras de Luis Buñuel, Michelangelo Antonioni e Robert Bresson. Foi também a primeira produção nacional a concorrer ao Oscar. O que dizer de Anselmo Duarte, talvez o realizador brasileiro que alçou o cinema nacional ao cânone das grandes premiações e morreu em 2009 no quase esquecimento?
Para homenagear o cineasta, o Centro de Cultura da UFMG promove, no mês de abril, mostra com seis de seus principais filmes, dentro da programação do Cinecentro, evento com exibições gratuitas aos sábados e domingos, às 17h.
Absolutamente Certo: primeiro filme do diretor, serviu como laboratório. É uma comédia romântica em que se prenuncia a proficiência de Anselmo sobretudo nas cenas de dança e parte musical. O enredo é, no mínimo, curioso. Zé Lino, o protagonista, é um pobre operário com um dom especial, de decorar a lista telefônica inteira de sua cidade, São Paulo.
O Pagador de Promessas: Zé Burro, o protagonista, mora a quilômetros de Salvador e, ao ver uma de suas criações ser atingida por um raio, faz uma promessa pela cura do animal. Uma trama de múltiplas reflexões surge a partir da peregrinação.
Um Certo Capitão Rodrigo: fragmento da trilogia O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo, mescla ficção a uma parte fundamental da história nacional, a revolução Farroupilha.
Tico-Tico no Fubá: título extraído da música mais famosa de Zequinha de Abreu, que tem sua vida biografada no filme.
Brasa Adormecida: Uma crítica aos costumes familiares, com atores que posteriormente viriam a ganhar grande projeção como Edson Celulari, Maitê Proença e Grande Otelo (este último na época já era nacionalmente reconhecido). Nesta obra, Anselmo Duarte também atua.
Assim era Atlântida: uma obra ambientada na Guerra Civil Norte Americana, mas de contornos globais, sobre amizade e guerra, num tom documental.

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