
Ao contrário do amplo escopo de exposições de Artes Plásticas, entrar em contato com a obra de Miguel Gontijo é ter certeza de uma fruição intuitiva, ao mesmo tempo acessível e reflexiva.
Artista mineiro, mas de contornos e propostas estéticas sem limite geográfico, ele está de volta a BH entre 13 e 28 de março, no Palácio das Artes, com a exposição Pintura Contaminada. No dia 12, ele ainda lança no espaço obra com o mesmo nome, produzida pela V&M Brasil e disponível no Brasil e França.
Sobre a exposição/obra, vale ressaltar dois aspectos pungentes, peculiares também à sua trajetória artística: a paródia/desconstrução de figuras e a sobreposição temporal do clássico com o subversivo contemporâneo.
É interessante analisar como Miguel Gontijo parte de um ponto comum, que seja uma figura “clássica”, e traça contornos, deturpações e uma linguagem quase onírica. Não há muito o que se dizer. Apenas um sentimento provocativo que nos leva a pensar “isso me lembra algo, mas é totalmente novo. Legal!”.
O livro lançado nesta sexta apresenta 500 imagens e textos, com formato especial para livros de arte (30 x 30 centímetros). Entre as temáticas abordadas, facilmente se encontram cartas de tarô, rótulos de produtos industrializados, autorretratos, imagens de celebridades, palitos queimados de fósforo, ratoeiras e ossos de galinha, sempre de forma criativa e, por excelência, provocante.
Miguel Gontijo - Pintura Contaminada
De 13 a 28/03, entre terça e domingo, no Palácio das Artes
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