
Maria Helena Andrés é sem dúvida alguma um dos principais nomes das Artes Plásticas do país ainda em atividade. Nascida em 1922, na capital mineira, teve em sua formação artística contato com nomes como Carlos Chambelland, Guignard e Theodorus Stamus.
Afim de celebrar fases distintas da vida da artista, o Palácio das Artes apresenta Maria Helena Andrés – Linha e Gesto, montagem que resgata 100 obras divididas em três fases, que dialogam diretamente com a produção de arte contemporânea no Brasil, apontando também caminhos estruturais de sua obra e formação.
Primeiramente, há a fase Concretista, seguida pela fase da Guerra com obras resultantes do clima da ditadura militar no país, e por fim, a fase Atual. No acervo, o público pode conferir obras até então inéditas no Brasil.
Fato curioso é que a atividade artística de Maria Helena vai além das telas. Ela também foi docente de arte, tendo viajado por todo o mundo. Na década de 70, em especial, faz várias incurssões à Asia, conhecendo Nepal, Tibete, Japão, Tailândia e Índia. Motivada por seu contato com estes povos, realiza um estudo comparativo entre as culturas indiana e brasileira, resultando no livro Oriente-Ocidente: Integração de Culturas, de 1984.

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