
A partir desta sexta-feira, BH se torna a capital mundial do cinema por meio da realização da décima primeira edição do Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte.
O evento acontece no Palácio das Artes e terá entrada franca em todas as suas sessões de filme e debates. Mais recheada que nunca, a programação conta com 119 filmes, distribuídos nas mostras Vanguardas e Neovanguardas; Campo Imperfeito; Curtas Brasil 2008; e ainda mostras dos Festivais de Bafici (Argentina), Locarno (Suíça), Oberhausen (Alemanha) e Vila do Conde (Portugal). As três primeiras tiveram seus filmes selecionados pelos curadores do Festival.
Serão realizadas sessões comentadas entre os dias 11 e 13 de novembro, com presença dos realizadores dos curtas exibidos, além de acontecerem debates cujo principal objetivo é refletir a respeito da produção audiovisual contemporânea. Três curadores dos eventos internacionais – Diego Trerotola (Bafici), Nuno Simões Guerra (Vila do Conde) e Helvécio Marins (Locarno) – estarão participando da mesa O Circuito Internacional dos Festivais de Cinema, na segunda-feira (09/11), às 20h30.
Conversando com o Mondo BHZ, o coordenador do Festival e Diretor de Audiovisual da Secretaria de Estado de Cultura, Daniel Queiroz contou pra gente porque nessa edição o evento traz tantas novidades. Confira:
1. Porque o Festival passou, este ano, por essa reformulação tão intensa? Foi algo que vocês perceberam que estimulou tantas mudanças? Qual foi o fator que estimulou isso?
Esta reformulação está ligada à mudança do grupo realizador. Nos últimos anos, o festival vinha sendo produzido por uma instituição parceira, o Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais. Mas neste ano a produção voltou a acontecer no Departamento de Cinema da Fundação Clóvis Salgado, onde foi criado.
Esse retorno ocorreu com o intuito de reposicionar o festival no crescente circuito brasileiro deste tipo de evento. A intenção é que ele não seja apenas mais um dentre muitos festivais, mas um evento de destaque cada vez maior no calendário nacional.
2. Porque nesse ano não estarão acontecendo as mostras competitivas?
Esta ausência se deve tanto a questões práticas quanto conceituais. Do ponto de vista prático, as mudanças na produção e as dificuldades na captação de recursos dificultaram a realização das competições. Mas em paralelo a isto, nas discussões internas sobre o festival, decidiu-se pela realização de uma edição especial, voltada para repensar o próprio evento e, dentro deste contexto, a ausência da mostra competitiva foi definida até mesmo pelo seu caráter simbólico.
Existia um questionamento do tipo: "sem a competitiva, o que exibiríamos"? E a certeza de que o festival, para alcançar o destaque pretendido, não pode depender apenas das competitivas, mas precisa ter programações paralelas de peso.
3. Nessa edição merece destaque o grande número de debates que serão realizados, especialmente o Encontro do Audiovisual Mineiro. É intenção de vocês que, a partir desses debates, surja um estímulo à produção audiovisual em Minas Gerais?
A intenção principal, com os debates, é trazer o público, principalmente realizadores, produtores e pessoas que trabalham na área, para participar dessa discussão sobre o próprio festival e sobre a difusão de filmes.
A produção audiovisual em Minas já se encontra num ótimo momento e o estímulo maior que o festival proporciona, neste sentido, é a própria exibição dos filmes, a oportunidade dada aos cineastas mineiros de entrar em contato com produções de todo o mundo.
Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte
De 06 a 13 de novembro
Entrada Franca
Palácio das Artes
Avenida Afonso Pena, 1537, Centro
Informações: (31) 3236-7400
Confira aqui a programação completa.

Priscila Armani é jornalista e apaixonada por cultura. Ela escreve sobre cinema, artes plásticas e teatro. Fez o curso de Linguagem e Crítica Cinematográfica com Pablo Villaça, criador do Cinema em Cena. Contacte-a pelo seu email priscila.armani@mondobhz.com.br ou siga-a no Twitter.
A Mondo BHZ é uma revista de crítica cultural direcionada ao público de Belo Horizonte. Aqui, voce encontra:
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