
Dois homens se envolvem num incidente no trânsito. A mulher de um deles se descontrola e faz um gesto ofensivo para o outro motorista. A situação foge de controle. O homem pensa que poderá contornar tudo assim que as autoridades chegarem. Mas está muito enganado. E a família toda pagará um preço alto pelo gesto impensado da esposa.
Essa é, basicamente, a história sobre a qual se baseia a argumentação de Gesto Obsceno, filme dirigido por Itshak (Tzahi) Grad e concebido por ele como sendo, além de uma obra, um protesto. Foi a forma que ele encontrou de dizer que as pessoas precisam refletir a respeito da corrupção e acreditar que uma mudança é possível. Ele usa o personagem de Michael Klienhouse para dizer ao público que não se deve conformar diante dos abusos do poder.
A intenção dele fica muito clara ao assistirmos a seu filme, feito em clima de documentário. O roteiro combina bem ficção com uma história verdadeira. Entre as inspirações para a obra estão o livro Michael Kohlhaas, de Heinrich von Kleist, Taxi Driver, de Martin Scorcese e a história pessoal do ator principal Gal Zaid, que enfrentou um incidente muito parecido, na vida real, com o vivido no filme.
Gesto Obsceno
Prêmio de melhor filme - Haifa 22nd international film festival 2006
Direção: Itshak (Tzahi) Grad (1h35min)
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Priscila Armani é jornalista e apaixonada por cultura. Ela escreve sobre cinema, artes plásticas e teatro. Fez o curso de Linguagem e Crítica Cinematográfica com Pablo Villaça, criador do Cinema em Cena. Contacte-a pelo seu email priscila.armani@mondobhz.com.br ou siga-a no Twitter.
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