
A atriz francesa Sandrine Bonnaire decidiu dedicar à irmã seu primeiro longa-metragem, O nome dela é Sabine.
Com a câmera na mão, a diretora estreante registrou pessoalmente boa parte das cenas, cuja estrela única era a irmã Sabine, autista e em tratamento numa clínica especial, onde recebe atendimento individualizado.
Suas imagens são ternas e carinhosas. Seu documentário é íntimo e pessoal, recheado de cenas de arquivo de uma infância feliz, antes da convivência ser abruptamente interrompida pela internação de Sabine.
A internação, que durou cinco anos, foi a grande responsável pela mudança de comportamento da jovem e a piora significativa de seu estado. O afastamento causou grande trauma também na diretora, que demonstra até hoje estar em busca de superá-lo.
Ainda assim, Sandrine consegue nos passar momentos preciosos da irmã, como quando ela está na piscina, se dizendo feliz de estar ali, ou comprando roupas demonstrando vaidade e orgulho, ou ainda tocando piano, ou assistindo a si mesma quando jovem em uma viagem com a irmã para a América.
É um filme mais para se sentir do que para se assistir, essa que é a verdade. Sentir um grande amor fraternal, uma grande tristeza e uma grande carreira de cineasta se iniciando para a atriz, que logo na estreia se abre de maneira tão sincera a seu público.
O nome dela é Sabine
Dirigido por Sandrine Bonnaire (1h25 min)
Em cartaz no Usina Unibanco de Cinema
Informações: (31) 3337-5566

Priscila Armani é jornalista e apaixonada por cultura. Ela escreve sobre cinema, artes plásticas e teatro. Fez o curso de Linguagem e Crítica Cinematográfica com Pablo Villaça, criador do Cinema em Cena. Contacte-a pelo seu email priscila.armani@mondobhz.com.br ou siga-a no Twitter.
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